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Médica sócia de jaleco aponta algo na tela do computador para o recepcionista no balcão de uma clínica, com sala de espera ao fundo

GESTÃO DE TRÁFEGO PAGO

Tráfego pago para clínica: o que o CFM permite e o que exigir da agência

Sim, tráfego pago para clínica é permitido. A Resolução CFM 2.336/2023 admite comprar espaço para publicidade, desde que o anúncio identifique o estabelecimento e o Diretor Técnico-Médico, use linguagem sóbria e não prometa resultado. A agência monta anúncio, página e atendimento dentro dessas regras, mas quem responde perante o conselho é o médico ou o Diretor Técnico. Este guia foi feito com as regras vigentes na data deste artigo e mostra o que pode, o que exigir e onde o dinheiro costuma vazar.

Quero conversar sobre anúncios para minha clínica

Criado em por Léo ArnoldiLéo ArnoldiEspecialista em Marketing e IANo marketing desde 2007, cuida da base técnica de sites, sistemas e automações da Arnoldi Digital.Conheça o LéoLinkedInInstagram, no Marketing desde 2007.

Clínica pode anunciar? Pode, com condições

A norma que trata da publicidade médica é a Resolução CFM 2.336/2023, em vigor desde março de 2024. Ela reconhece o direito de comprar espaço em veículos de comunicação para divulgar o trabalho e de fazer publicidade em redes próprias para formar e manter clientela.

O que a norma cobra é forma e conteúdo: identificação obrigatória, linguagem sóbria e nenhuma promessa de resultado. Ela não proíbe o anúncio. Por isso o desafio da clínica não é "posso ou não posso", e sim montar uma campanha que caiba nessas condições e ainda traga agendamentos.

Antes de tudo: este artigo é informativo e não substitui a consulta ao CRM-SP. Em caso de dúvida sobre uma peça específica, o conselho orienta consultar a Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos (Codame) do seu regional.

O que o anúncio pode, exige e deve evitar

Resumo em linguagem de dono de clínica. O texto completo da resolução é a referência final, e a peça de cada campanha deve passar pela aprovação do médico ou do Diretor Técnico.

TemaO que a resolução trataO que isso pede do anúncio
IdentificaçãoPeças de clínicas e estabelecimentos trazem o nome do estabelecimento com registro no CRM e o nome do Diretor Técnico-Médico com CRM. Em redes sociais e sites, esses dados ficam na página principal do perfil.Conferir o perfil, o site e a página de destino antes de ligar a campanha.
Compra de espaçoÉ direito comprar espaço em veículos para fazer publicidade e divulgar em redes próprias.Anúncio no Google e no Meta é possível, dentro das regras de conteúdo.
PromoçõesA resolução admite campanhas promocionais com abatimentos e descontos, sem venda casada nem premiações.Promoção clara, sem brinde ou sorteio atrelado ao atendimento.
LinguagemVeda sensacionalismo, autopromoção, concorrência desleal e conteúdo inverídico.Texto sóbrio e informativo, sem "o melhor" ou "o único".
ResultadoNão se promete resultado de tratamento.Nada de garantia, cura ou "resultado comprovado" no anúncio.
Antes e depois e depoimentosA resolução trata desses recursos com condições específicas e restrições sobre imagem e identificação do paciente.Só usar depois de a clínica conferir o texto oficial e aprovar a peça.

Para ver outro exemplo de categoria com regra de conselho, leia como funciona o tráfego pago para advogado. A lógica é parecida: a regra existe, e a agência precisa trabalhar dentro dela.

Quem responde pelo anúncio: médico, Diretor Técnico e agência

A resolução diz que o médico responde pela divulgação como pessoa física, e que o Diretor Técnico-Médico responde pela divulgação dos estabelecimentos de assistência médica. A agência não entra nessa conta perante o conselho.

Na prática, isso muda como a clínica contrata. A agência sugere e produz, mas a aprovação final é de quem tem o CRM. Combine um fluxo simples: a agência envia a peça, o responsável aprova por escrito e só então o anúncio vai ao ar.

  • Médico: responde pela própria divulgação, com nome, CRM e a palavra médico nas peças.
  • Diretor Técnico-Médico: responde pela divulgação da clínica ou do estabelecimento.
  • Agência: executa e conhece a norma, mas não assina pela clínica.

Google e Meta: regras próprias para saúde

Além do CFM, cada plataforma tem as suas políticas de anúncio, e elas podem restringir temas de saúde e a forma de falar com o paciente. Esses textos mudam com frequência.

Por isso, peça à agência que confira as políticas vigentes na data da campanha, nas páginas oficiais do Google Ads e da Meta, e que avise quando uma peça for reprovada. Anúncio reprovado também é sinal de que o texto precisa de ajuste.

Sobre impulsionar pelo celular, veja a diferença no artigo botão impulsionar ou gestão profissional.

Onde o dinheiro vaza: da página ao agendamento

Em clínica, o anúncio raramente é o ponto fraco. O que mais pesa costuma estar depois do clique. Quem pesquisa uma consulta quer marcar rápido, e qualquer atrito faz a pessoa procurar a próxima clínica.

  • Página de destino. Tem de mostrar a especialidade anunciada, os dados de identificação exigidos e um caminho claro para agendar.
  • Atendimento. Mensagem que fica horas sem resposta perde paciente. Veja o que acontece em lead esquecido no WhatsApp.
  • Dados do paciente. Formulário e WhatsApp coletam dado de saúde, que a LGPD trata como dado pessoal sensível. Peça só o necessário para agendar.
  • Medição. Clique não paga a agenda. Acompanhe pedidos de agendamento, consultas marcadas e comparecimento.

Sobre quanto investir na mídia em si, a conta está em como definir a verba de tráfego pago. Para o conjunto do segmento, veja também a página de marketing digital para saúde.

Cinco perguntas antes de contratar a agência

Pergunte à agência

  • Conhece a Resolução CFM 2.336/2023 e como aplica nas peças?
  • Quem aprova cada anúncio na clínica, e como fica registrado?
  • A página de destino traz as informações de identificação exigidas?
  • Como os pedidos de agendamento são medidos até a consulta marcada?
  • A conta de anúncios fica no nome da clínica, com acesso de administrador para você?

Agência que promete lotar a agenda ou garante número de pacientes está na direção oposta da norma. A gestão séria de tráfego pago trabalha com hipótese, teste e medição, e respeita o que a clínica pode dizer.

Quer anúncios para a clínica dentro das regras?

A conversa com a Arnoldi começa pela agenda: quais especialidades precisam de mais pacientes, como o atendimento funciona hoje e quem aprova o que vai ao ar.

A partir daí, a gestão de tráfego pago cuida do anúncio, da página de destino e do acompanhamento, com cada peça passando pela aprovação do médico ou do Diretor Técnico.

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Case realLogo de Clínica Santa ClaraClínica Santa Clara: presença digital organizada

Contexto: Clínica multiespecialidades que precisava apresentar os serviços num endereço próprio.

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