
CRIAÇÃO DE SITES
Domínio e hospedagem: no nome de quem deve ficar?
Domínio e hospedagem devem ficar no nome da sua empresa, ou no CPF do dono, e não no de quem fez o site. Domínio é o endereço que as pessoas digitam, hospedagem é o lugar onde os arquivos do site ficam guardados. Quem consta como titular do domínio manda nele, e quem controla a hospedagem consegue mexer no site. Veja como conferir hoje de quem são os seus, o que pedir antes de fechar com uma agência ou programador e o que fazer se o domínio já estiver no nome de terceiros.
Quero conversar sobre o controle do meu siteCriado em por , no Marketing desde 2007.
No nome de quem devem ficar o domínio e a hospedagem?
O domínio deve ficar no nome da empresa, com o CNPJ como titular. Se o negócio ainda não tem CNPJ, o certo é o CPF do dono, nunca o do programador ou o da agência. O titular é quem consta no cadastro como responsável pelo endereço, e quem aparece nesse campo decide para onde o domínio aponta e quem pode renová-lo ou transferi-lo. Se o nome for de um terceiro, o seu endereço, o seu site e os seus e-mails dependem da boa vontade dele. A hospedagem pode estar numa conta do prestador, desde que você tenha acesso de administrador entregue por escrito e possa levar o site embora quando quiser. Os contatos de aviso e de cobrança devem apontar para e-mails da sua empresa, para você saber que algo vai vencer antes de o site sair do ar. O resto do artigo mostra como conferir tudo isso na prática.
Regra de bolso: o prestador pode operar, mas o nome no cadastro e o e-mail de aviso têm de ser seus.
Para endereços .br, o registro é feito no Registro.br, que aceita pessoas físicas e empresas com cadastro regular na Receita Federal e representadas ou estabelecidas no Brasil.
Qual é a diferença entre domínio, hospedagem, DNS e e-mail?
São quatro peças que andam juntas e muita gente trata como uma só. Cada uma costuma ter conta, login e cobrança próprios, e é aí que nascem os problemas. O domínio é o nome registrado, como empresa.com.br. A hospedagem é o servidor que guarda as páginas, as imagens e o banco de dados do site. O DNS é a tabela que diz à internet em qual servidor o domínio está, funciona como uma lista telefônica. O e-mail com o nome da empresa depende do domínio e de um serviço de caixas postais, que pode estar em outro lugar. Entender essa separação ajuda a perguntar ao fornecedor, peça por peça, quem tem o quê e no nome de quem cada uma está cadastrada. A tabela resume o que cada peça é e o que acontece quando ela falha.
| Peça | O que é | Quem deve constar | Se vencer ou sair do ar |
|---|---|---|---|
| Domínio | O endereço registrado, como empresa.com.br. | CNPJ da empresa (ou CPF do dono) como titular. | É congelado e depois pode ser liberado para outra pessoa registrar. Site e e-mail param juntos. |
| Hospedagem | O servidor onde ficam os arquivos e o banco do site. | Conta da empresa, ou acesso de administrador entregue a ela. | O site sai do ar, mas o domínio continua seu e dá para migrar. |
| DNS | A tabela que liga o domínio à hospedagem e ao e-mail. | Quem administra o domínio, com acesso da empresa. | Um ajuste errado derruba site ou e-mail mesmo com tudo pago. |
| As caixas postais com o nome da empresa. | Contas e senhas da empresa, com um administrador interno. | Você deixa de receber mensagens de clientes e de recuperar senhas. |
Como saber de quem é o seu domínio?
A conferência leva poucos minutos e não exige conhecimento técnico. Todo domínio .br pode ser consultado no site do Registro.br, onde se digita o endereço e aparecem os dados públicos do registro, como a situação e as datas importantes. Nem sempre o nome do titular fica visível, principalmente quando é pessoa física. Nesse caso, entre no painel do Registro.br com o login da sua empresa: se o domínio não aparece na sua conta, ele está com outra pessoa. Se o titular for o programador, uma agência antiga ou um sócio que saiu, você achou o risco. Depois confira o e-mail cadastrado para contato e cobrança: se for o de quem desenvolveu o site, os avisos de renovação nunca chegam até você. Pergunte também em qual conta de hospedagem o site está e quem tem o login. Anote tudo numa folha com data, para ter um retrato de como a situação está hoje e levar à próxima conversa com o fornecedor.
O dono de uma loja de materiais de construção em Campinas pagou por um site anos atrás e nunca olhou o cadastro. Ao querer trocar de agência, descobriu que o domínio estava no CPF do programador, e o e-mail de aviso era o dele. A renovação passou sem ninguém ver, e o site saiu do ar junto com os e-mails dos vendedores. Com o CNPJ e os documentos da loja em mãos, foi possível pedir a transferência de titularidade, mas o caminho levou idas e vindas que um simples "titular no CNPJ" teria evitado.
O que pedir antes de fechar com a agência?
A hora de resolver a titularidade é antes de assinar, quando você tem a atenção do fornecedor e nada ainda foi registrado. Uma agência ou um programador sério não se incomoda de registrar o domínio no seu nome, entregar os acessos e explicar onde cada peça fica. Quem reage mal a essa conversa está mostrando como será o fim do contrato. Leve a lista abaixo para a reunião, peça as respostas por escrito e guarde a proposta junto com o contrato, para ter como cobrar depois. Isso vale para um site novo, para um refazimento e para uma troca de fornecedor. Para entender o que mais entra na conversa sobre escopo e valor, veja o que define o preço de um site, e o briefing para criação de site ajuda a organizar o pedido.
Peça antes de fechar
- Domínio registrado com o CNPJ da empresa (ou o CPF do dono) como titular.
- Contatos de titular, administrativo e cobrança com e-mails da empresa, e não do prestador.
- Acesso ao painel do registro e ao da hospedagem, entregues por escrito.
- Aviso de renovação do domínio e da hospedagem chegando para alguém da empresa.
- Cópia dos arquivos e do banco do site, entregue no fim do projeto e atualizada de tempos em tempos.
- Cláusula no contrato prevendo a entrega de todos os acessos se a parceria acabar.
- Quem administra o e-mail e o DNS, com a conta no nome da empresa.
Backup é parte da mesma conversa, e o artigo sobre por que seu site pode desaparecer amanhã mostra o que acontece sem cópia.
E se o domínio já estiver no nome de terceiro?
Dá para corrigir, mas não por edição de cadastro. Mudar o CPF ou o CNPJ titular exige o procedimento próprio de transferência de titularidade do Registro.br, com a documentação do novo titular. O caminho mais rápido é a cooperação: peça ao prestador atual que inicie ou autorize a transferência para a sua empresa e confirme por e-mail. Se ele sumiu e ninguém mais tem acesso à conta do titular no Registro.br, existe um procedimento próprio de transferência do contato do titular. Há uma regra a conhecer: domínios de categorias de pessoa física ou profissional liberal não passam para pessoa jurídica, salvo os genéricos, como o .com.br. O que exatamente é exigido, e em que prazo, varia conforme o caso e o tipo de domínio, então siga sempre a orientação atual da página de ajuda do Registro.br. Enquanto isso, não deixe o domínio vencer, porque depois de congelado ele pode ser liberado para outra pessoa registrar. Guarde cada mensagem trocada com o prestador.
- 1Confirme quem é o titular
Consulte o domínio no Registro.br e anote titular, contatos e datas.
- 2Reúna os documentos da empresa
CNPJ e dados de quem vai administrar o domínio em nome do novo titular.
- 3Peça a cooperação por escrito
Um e-mail pedindo ao titular atual que inicie ou autorize a transferência para a empresa.
- 4Siga o procedimento do Registro.br
Use a página de ajuda de transferência de titularidade e acompanhe cada etapa.
- 5Troque os contatos e guarde os acessos
Com o domínio no seu nome, coloque e-mails da empresa nos contatos e registre os logins.
Com o domínio seguro, vale decidir quem cuida do site no dia a dia. O artigo quem faz a manutenção do meu site ajuda nessa escolha.
O que acontece se o domínio vencer?
Quando a manutenção do domínio não é paga no prazo, ele é congelado: deixa de funcionar, e o site e os e-mails que dependem dele param juntos. Se a pendência continua, o domínio é cancelado e volta ao mercado para novo registro, inclusive por um processo em que mais de uma pessoa pode disputar o nome. O risco, portanto, não é só ficar um tempo fora do ar, é perder um endereço que clientes, anúncios, o Google e o cartão de visita já conhecem. Isso acontece com frequência quando o aviso de renovação vai para o e-mail de quem fez o site e esse e-mail já não é lido. A boa prática é simples: cobrança em e-mail da empresa, uma data no calendário e um responsável interno com acesso ao painel. Os prazos de cada etapa constam nas páginas do Registro.br sobre domínio congelado e processo de liberação.
Sem pânico: domínio que venceu há pouco costuma ter solução. O erro caro é descobrir o problema só depois que o endereço foi liberado.
Se o site nunca recebeu atenção depois da entrega, leia também sobre o risco do suporte zero depois do site pronto.
Quer ficar com o controle do seu site?
A conversa com a Arnoldi começa pelo que você já tem: onde estão o domínio, a hospedagem e o e-mail, no nome de quem e com quais acessos. Com esse retrato, dá para planejar a transferência ou, num site novo, já começar com tudo no nome da empresa.
No projeto de criação de site da Arnoldi, a empresa define quem é o titular e recebe os acessos do que for contratado, para o site continuar sendo seu mesmo que a parceria acabe.
A conversa acontece pelo WhatsApp, direto com a equipe.
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Léo ArnoldiEspecialista em Marketing e IANo marketing desde 2007, cuida da base técnica de sites, sistemas e automações da Arnoldi Digital.