
CRIAÇÃO DE SITE
Briefing para criação de site: o que responder antes do orçamento
O briefing para criação de site é o documento em que você responde, antes de pedir orçamento, o que quer do site, para quem, com quais páginas e quem entrega o quê. Quanto mais claras as respostas, mais parecidas ficam as propostas que você recebe e menor a chance de retrabalho. Abaixo estão as 10 perguntas, com o efeito de cada resposta no orçamento.
Quero conversar sobre o briefing do meu siteCriado em por , no Marketing desde 2007.
O que é o briefing e por que ele muda o orçamento
Briefing é o resumo do que o site precisa ser e fazer. Quem contrata preenche, quem cria o site lê. Sem ele, cada agência imagina um projeto diferente e devolve um preço diferente, e você compara coisas que não são iguais.
Não é uma prova técnica. Você não precisa saber de código, só de negócio: o que vende, para quem, como o cliente chega até você e o que espera do site. O Sebrae, em seu material sobre contratação de site, orienta definir objetivos, público e metas e olhar a concorrência digital antes de contratar. Este artigo transforma essa orientação em perguntas práticas.
Para entender o que pesa no valor final, veja também quanto custa um site e o que define o preço. Aqui o foco é outro: como chegar ao orçamento já com as respostas na mão.
As 10 perguntas, e o que cada resposta muda
Cada item abaixo traz a pergunta e o impacto dela no escopo e, por consequência, no orçamento. Nenhum valor aparece aqui de propósito: o preço depende do projeto, e o briefing é o que permite calculá-lo.
- 11. Qual é o negócio e o objetivo do site?
Vender online, gerar contato pelo WhatsApp ou apresentar a empresa pedem sites diferentes. Loja exige catálogo e pagamento; contato exige formulário, botões e rastreamento. Objetivo vago gera proposta vaga.
- 22. Quem é o público e de onde ele vem?
Atender Campinas e região ou o Brasil inteiro muda a linguagem, as páginas e o trabalho de busca local. Mais de um público (clientes e fornecedores, por exemplo) pede áreas separadas.
- 33. Já existe site? O que manter e o que sair?
Reaproveitar textos e imagens reduz trabalho. Mudar endereço ou estrutura exige planejar o que acontece com as páginas antigas no Google (veja a seção sobre site atual).
- 44. Quais páginas e funções o site terá?
Quantidade de páginas, blog, área restrita, agendamento, calculadora ou integração com sistemas são o que mais aumenta o escopo. Liste o que é essencial e o que pode ficar para uma segunda fase.
- 55. Quem fornece textos, fotos e vídeos, e até quando?
Se a agência escreve e produz, entra no escopo. Se você envia, o prazo do projeto passa a depender da sua entrega. Conteúdo atrasado é uma causa comum de site parado.
- 66. Quais sites você admira e quais são os concorrentes?
Referências mostram gosto e nível de acabamento esperado. Um pedido de "algo como o site X" sem dizer o que agrada nele não ajuda ninguém.
- 77. Em nome de quem ficam domínio, hospedagem e acessos?
Peça que fiquem no nome da sua empresa e que você receba as senhas. Isso evita depender do fornecedor se a parceria acabar.
- 88. Quem aprova e em que etapas?
Uma pessoa com poder de decisão aprova mais rápido que um grupo. Combine rodadas de ajuste: ajustes ilimitados e sem prazo costumam virar custo oculto.
- 99. O que acontece depois do lançamento?
Manutenção, atualizações, suporte e medição de resultados podem estar dentro da proposta ou ser contratados à parte. Pergunte para não descobrir depois.
- 1010. Qual é a faixa de investimento e o prazo desejado?
Informar um teto ajuda a agência a propor o que cabe nele, em vez de adivinhar. O prazo desejado mostra se há uma data inegociável, como um evento ou uma campanha.
Como fica um briefing preenchido
Um exemplo curto ajuda a ver o nível de detalhe que basta. Respostas de uma linha já resolvem a maior parte das dúvidas da agência.
Negócio: distribuidora de peças industriais em Campinas. Objetivo: gerar pedidos de orçamento pelo WhatsApp. Público: compradores de indústrias da região. Site atual: existe, desatualizado; manter o catálogo e trocar o visual. Páginas: início, empresa, catálogo por categoria, contato. Conteúdo: empresa envia as fotos dos produtos; a agência escreve os textos. Referências: dois sites de fabricantes, pela clareza do catálogo. Domínio e hospedagem: no nome da empresa, com acesso para o sócio. Aprovação: o diretor comercial, em duas rodadas. Depois do lançamento: manutenção mensal e relatório de contatos. Investimento e prazo: teto definido e data de lançamento desejada informados na conversa.
Note que cada resposta já responde a uma dúvida que, sem o briefing, viraria uma rodada de perguntas ou uma proposta cheia de "a combinar".
Três pontos que geram conflito depois
- Domínio. O Registro.br informa que o domínio pode ser registrado por empresa (CNPJ) ou por pessoa (CPF), e que o titular deve informar dados reais e atualizados. Por isso, vale que o titular seja a sua empresa, com dados corretos, e não o fornecedor do site.
- Conteúdo. O Google orienta produzir conteúdo útil, confiável e pensado para pessoas. Textos genéricos, copiados ou sem a sua experiência real enfraquecem o site. Decida quem escreve e quem revisa.
- Acessos. Hospedagem, painel do site, e-mail e ferramentas de medição devem ter você como administrador. Peça a lista de acessos na entrega.
As regras de registro e de titularidade de cada domínio estão na página do Registro.br. Confira lá os detalhes do seu caso antes de fechar o contrato.
Se você já tem site: o que não pode se perder
Refazer um site que já aparece no Google pede cuidado. O Google Search Central recomenda mapear as URLs antigas para as novas, usar redirecionamentos permanentes e manter esses redirecionamentos pelo maior tempo possível, em geral por pelo menos um ano. Não mande várias páginas antigas para uma única página nova.
Por isso, no briefing, informe o endereço do site atual e pergunte à agência como ela fará esse mapeamento. A resposta diz muito sobre a experiência dela. Quem quer entender como preparar o site para buscas desde a criação pode ler SEO na criação do site.
Checklist para copiar e preencher
Responda antes de pedir orçamento
- O que o site deve fazer pelo negócio (vender, gerar contato, apresentar).
- Quem é o público e em quais cidades ou regiões ele está.
- Endereço do site atual e o que deve ser mantido.
- Lista de páginas e funções essenciais, e o que fica para depois.
- Quem fornece textos, fotos e vídeos, e em que data.
- Dois ou três sites de referência e o que agrada em cada um.
- Em nome de quem ficam domínio, hospedagem e acessos.
- Quem aprova, em quantas rodadas e com qual prazo de resposta.
- O que está incluído após o lançamento: suporte, manutenção, medição.
- Faixa de investimento e prazo desejado.
Se você ainda está decidindo quem vai construir, leia como contratar um designer ou programador para fazer seu site e criar site sozinho ou com agência. E se estiver em dúvida entre um site enxuto e um completo, veja one page ou multipágina.
Fontes consultadas
- Sebrae: Saiba como contratar o desenvolvimento de um site para sua empresa (consultado em 30/09/2026)
- Registro.br: Registro de novos domínios (consultado em 30/09/2026)
- Google Search Central: Site Moves and Migrations (consultado em 30/09/2026)
- Google Search Central: Creating Helpful, Reliable, People-First Content (consultado em 30/09/2026)
Quer montar o briefing com quem já fez isso?
Na conversa com a Arnoldi, percorremos essas perguntas com você: objetivo, páginas, conteúdo, domínio, aprovação e o que vem depois do lançamento. Assim a proposta sai com escopo claro.
Conheça o serviço de criação de site e fale com a equipe de Campinas, presencialmente ou a distância.
A conversa acontece pelo WhatsApp, direto com a equipe.
DG Reciclagem: o desenho antes do siteContexto: Empresa que precisava apresentar serviços a clientes e a fornecedores em um site institucional.
O que fizemos: Arquitetura de informação, wireframes, layouts e desenvolvimento do site institucional.
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Léo ArnoldiEspecialista em Marketing e IANo marketing desde 2007, cuida da base técnica de sites, sistemas e automações da Arnoldi Digital.